Quando tomei a decisão de transferir minha vida e minha carreira para a Europa juntamente da minha família, eu já acumulava décadas de liderança em tecnologia e cibersegurança no Brasil. Não era um jovem recém-formado com uma mochila nas costas; era um profissional com família, patrimônio constituído, casa própria e uma reputação sólida que não podia ser pulverizada.
Dediquei quatro anos inteiros ao mapeamento meticuloso de vistos, regimes fiscais, dinâmica de contratação local e psicologia do empregador europeu. Não recorri a atalhos. Ao chegar, assumi a liderança de unidades de negócios em Portugal, gerenciei projetos de alta relevância com equipes inclusive na Espanha, e atuei diretamente com operações na Bélgica e Alemanha.
Descobri na pele o abismo entre o que os influenciadores de internet vendem e a realidade fria dos conselhos de administração e dos departamentos de imigração europeus.